Mudanças são coisas assombrosas, não acha? Eu morro de medo delas, mesmo que eu sinta que elas são necessárias. Levo um tempo maior que a maioria das pessoas normais para poder me acostumar a elas. Sempre é assim. A adaptação leva tempo para mim.
Mudanças tiram minha realidade palpável, minha zona de segurança, me deixa sem saber o que fazer. Estou em uma situação nova, pensando na outra que deixei para trás. E isso é ruim, porque levo mais tempo para desfrutar daquilo que está reservado para mim. Sim, pois eu acredito que as situações novas são usadas por Deus para me melhorar de alguma coisa. Mudanças sendo ruins ou não, sempre podem me fazer uma pessoa melhor, e eu tenho que aprender isso.
Mudanças mudam não só o contexto em que me encontro, mas mudam a mim mesma. E mesmo morrendo de medos delas, sei que devo deixa-las agirem na minha vida. Só peço que eu seja forte o suficiente para aguenta-las e usa-las em meu favor.
(Elouise Lucena)
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ResponderExcluirA transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser.
ResponderExcluirO milho de pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro.
O milho de pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer.
Pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa.
Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.
Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.
Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas.
Só que elas não percebem.
Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos.
Dor.
Pode ser o fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder o emprego, ficar pobre.
Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, sofrimentos cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio.
Apagar o fogo.
Sem fogo, o sofrimento diminui.
E com isso a possibilidade da grande transformação.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pensa que a sua hora chegou: vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente.
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada.
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM! - e ela aparece como uma outra coisa completamente diferente que ela mesma nunca havia sonhado.
Bom, mas ainda temos o piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.
São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente se recusam a mudar.
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura.
O destino delas é triste.
Ficarão duras a vida inteira.
Não vão se transformar na flor branca e macia.
Não vão dar alegria para ninguém.
Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada.
Seu destino é o lixo...
Do livro “O amor que acende a lua”.
“SENHOR, DÁ-ME A SERENIDADE DE ACEITAR AS COISAS QUE NÃO POSSO MUDAR,
A CORAGEM PARA MUDAR AS COISAS QUE POSSO,
E A SABEDORIA PARA RECONHECER A DIFERENÇA”.
(juninho).